Uruguay parte 8: Igreja de Cerrito, Cerro de Montevideo, e volta para casa.

Bom, chegamos ao último post da nossa viagem ao Uruguay, para quem já não aguenta mais ler sobre o assunto, rsrsrs…

Neste dia meu tio havia dito que nos levaria para passear por alguns lugares que ficam mais distantes em Montevideo.

Conhecimos a Iglesia del Cerrito de la Victoria, mas só por fora porque estava fechada.

A arquitetura é impressionante, em estilo bizantino. Muito bonita.

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Depois de uma rápida passagem por ali, fomos conhecer a Fortaleza del Cerro. É um forte no ponto mais alto da região, desde onde se avista toda a baía de Montevideo. O forte tem um museu militar, que conta a história do Uruguay, a cruzada pela independência, tem relíquias, uniformes, armas.

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Subindo o Cerro, chegando ao forte.
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Na subida já dá para ver o porto de Montevideo
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Panorâmica da baía de Montevideo vista do Cerro

Mais fotos do passeio:

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Depois do passeio fomos passar o resto do dia na casa dos tios, almoçamos, colhemos tomate cereja direto do pé, batemos papo e demos muita risada.

Depois o primo fez um balanço todo especial para a Had na praça. Minha pequena adorou a brincadeira “radical”.

20170210_172859.jpgFomos ao mercado porque eu ainda queria comprar mais umas coisinhas (minha tia ficou espantada com o tanto de doces e alfajores que comprei, mas eu queria provar tantos tipos diferentes e sabores que não existiam quando eu morava lá), e voltamos para a casa da Abuela.

O dia seguinte era nosso último em Montevideo, e tinha combinado encontrar novamente minhas amigas para nos despedir. Fomos então almoçar com elas no centro e caminhamos até a Rambla, onde a Had pôde brincar em um parquinho.

Na volta, uma surpresa: encontramos por acaso o memorial de Delmira Agustini, escritora uruguaia morta por seu ex-marido. O memorial também é dedicado a todas as vítimas de violência de gênero, e consiste de uma placa comemorativa e uma roseira plantada justamente no local onde ela foi assassinada. Conheça mais aqui.

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Bom, depois de tantas emoções chegou a hora de voltarmos para casa. Os tios nos levaram até a rodoviária para a primeira parte da nossa viagem de retorno.20170211_194402

A Had ficou tão feliz de conhecer todo mundo, e de tantos passeios e momentos legais que vivemos durante esses dias que estivemos de férias!

Da mesma maneira que fizemos na ida, no retorno passamos a noite no ônibus. Desta vez não subiu ninguém ao nosso lado e pudemos nos espalhar nos dois bancos. Had dormiu meia hora depois de embarcar e acordou só ao chegar em Porto Alegre. 🙂 🙂 🙂

Chegamos, fizemos a “baldeação” para o aeroporto, espera, embarque, voo e logo depois do almoço, estávamos de volta em casa.

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Bom humor inabalável

Ao chegar e muito coincidentemente, novamente meu pai estava nos esperando.

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E assim acabou nossa viagem de férias no Uruguay!

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Uruguay 7: Palácio Legislativo e Centro de Montevideo

Olá, vamos continuar com a nossa saga pelo Uruguay. Pode ser que você esteja achando um pouco cansativo, mas minha idéia foi dividir em vários posts mesmo para poder ter um registro detalhado de cada dia para guardar, e também poder pôr muitas fotos e que os posts não fossem longos demais. Este registro, além de estar disponível para a internet inteira (rsrs) é principalmente para que minha filha (e eu também) possamos relembrar das nossas aventuras por aí.

Então, se você perdeu os outros, veja:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Tudo bem então.

Na quinta feira decidi levar a Had para passear pelo centro de Montevideo. Queria bater perna por Avenida 18 de Julio, ver lojinhas, etc.

Pegamos um ônibus para ir ao centro, mas antes de chegar, ele passou pelo Palacio Legislativo, e decidi que iríamos descer para olhar e quem sabe visitar.

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O Palacio Legislativo é a casa de governo e abriga también a Assembleia Geral do Uruguai, ou seja, câmara de senadores e de deputados. É um prédio enorme, imponente, neoclássico (a Wikipedia que me contou esta parte). Descemos para dar uma olhada de perto, tirar umas fotos e averiguar se havia visitação disponível e como funciona.

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É claro que ela gostou da mega escadaria. Dava para pular e correr!

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Tivemos que dar a volta ao prédio para encontrar a entrada que está aberta ao público, mas tudo bem.

Perguntei por visitas, mas à hora que fomos a visita guiada da manhã já tinha acontecido, e a próxima seria às 15 horas. Também percebi que não era um bom lugar para uma criança pequena, que se entediaria facilmente e não aproveitaria, então desisti do propósito. Mas se alguém tiver interesse, o site com informações está aqui.

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Mega porta. E era só uma “portinha lateral”!

 

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Só mais uma porque gostamos do visual

Em dois dos cantos do Palacio há zonas arborizadas com parquinhos. É claro que tivemos que parar um pouquinho para brincar!

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Agora sim, prometo que é a última foto do Palacio

Depois de visitar o palácio, pegamos outro ônibus para prosseguir com o passeio. Descemos no centro, perto da rua Tristán Narvaja onde tinha sido a feira alguns dias atrás. Olhamos com calma algumas lojas antigas de livros novos e usados, coisa bem pitoresca da região.

Subimos até 18 de Julio e entramos em um restaurante para almoçar. Não me lembro o nome. Não foi muito fácil para duas vegetarianas: comemos arroz e salada. E pão né. Minha pequena gostou foi do pão!

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Ela se encheu de pão antes da refeição chegar

Enfim. Depois do almoço fomos percorrer a avenida 18 de Julio. Entramos em diversas lojinhas, aí depois a Had começou a sentir o habitual soninho da tarde e dormiu no meu colo. Nessas horas, lamento profundamente não ter um carrinho-guardachuva, mas sempre que me vejo tentada a comprar um, penso: e o que faço com ele o resto do tempo, quando ela quer ir andando e correndo?

Enfim. Continuei andando e cheguei até a fonte dos cadeados, na frente do Bar Facal.

20170209_16083820170209_160902Que estava lotaaaaaada de cadeados de todos os tipos! Não tinha mais espaço nenhum na grade, e as pessoas foram enganchando cadeados uns nos outros.

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E a pequena dormindo…

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Na frente deste famoso Bar (a despeito do nome, é um café/lanchonete. Leia mais aqui e aqui) tem uma estátua de Carlos Gardel sentado à mesa tomando um café, e uma cadeira vazia ao lado para você literalmente “tomar um café com Gardel”, se assim quiser.

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Tentando tirar a selfie com Gardel enquanto segurava os 16kg de princesinha dormindo. Ufa!

Na frente do Bar Facal tem também a escultura do Ghiggia, que inauguraram recentemente. Mas se você for futeboleiro raiz e principalmente, se a Copa de 1950 ainda dói em você… então passe esta por alto. Os uruguaios têm (temos) muito orgulho dessa copa, do “Maracanazo”, e principalmente, uruguaios são muito apegados a suas tradições, a seu passado e a suas glórias.

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Escultura de Alcides Ghiggia na frente do Bar Facal

Eu até queria aproveitar a oportunidade de provar o sorvete de dulce de leche do Facal, que dizem ser o melhor de Montevideo. Aliás, tinha prometido sorvete para a Had. Mas ela estava dormindo, e não a quis acordar. Foi uma pena! Devia ter entrado e deixado que ela acordasse, afinal, do jeito que AMA sorvete, teria sido maravilhoso!

(Acabamos tomando um picolé depois que ela acordou… nada comparado com “o melhor sorvete de dulce de leche de Montevideo”, mas enfim).

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O centro de Montevideo é gostoso de passear!

Caminhei bastante com ela no colo e até desisti de tirar fotos, mas cheguei quase até o final de “Dieciocho de Julio”, que é a praça Independencia que já tinha visitado antes. Had acordou, tomamos nosso picolé, e decidi que era melhor voltarmos pois tinhamos combinado que a minha madrinha iria nos ver lá na casa da Abuela, e já estava quase na hora.

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E assim foi mais um dia de passeios por Montevideo!

Uruguay Parte 6: Parque Rodó e Playa Ramirez

Olá! Esta é uma série de posts da nossa viagem ao Uruguay em fevereiro de 2017. Para ver as partes anteriores, clique em:

Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5.

Ufa!

Mas enfim, seguindo com nossos passeios:

Na quarta feira amanheceu um lindo dia de sol. Decidimos ir passear no Parque Rodó.

Fomos de ônibus, descemos e caminhamos pelo parque, que eu havia visitado várias vezes enquanto criança/adolescente, já que era um dos nossos must see cada vez que íamos para Montevideo. Porém desta vez foi diferente: nunca tinha tido a oportunidade de caminhar pelo parque todo, olhando os detalhes, ou nunca tinha tido a percepção que tive desta vez. Tudo foi muito novo para mim.

Continue lendo “Uruguay Parte 6: Parque Rodó e Playa Ramirez”

Uruguay Parte 5: MAM, visitas e parquinhos.

Bom, depois de breve pausa continuamos com os posts de viagem ao Uruguay.

Se você não leu todos, a “saga” completa está aqui: Post 1, Post 2, Post 3 e Post 4.

Prossigamos então:

No dia seguinte, depois da virada de tempo que começara no dia anterior quando ainda estávamos na feira (veio tempestade, chuva, ventos fortes, árvores derrubadas, etc), amanheceu um dia bastante mais frio.

Optamos então por um passeio indoor, e decidimos ir até o Mercado Agrícola de Montevideo, o MAM.

Este lugar era antes um mercado agrícola mesmo, espécie de feira de produtos diversos em um prédio, comum em diversas cidades pelo mundo. Estava bem decadente. Há alguns anos for reformado, modernizado, e agora além de locais de frutas e verduras tem restaurantes, sorveterias, cafés, farmácia, locais de venda de cereais, chás e temperos, lojas de antiguidades, e enfim, diversas outras. Ah! E ainda tem um espaço de leitura infantil com mesinhas pequenas e muitos livrinhos, e um espaço com casinhas de boneca para os pequenos brincarem. Atenção, que não é um lugar para deixá-los desacompanhados enquanto os adultos passeiam pelas lojas!

Bom, antes mesmo de chegar ao MAM já encontramos uma praça e tivemos que fazer uma parada para a Had poder brincar um pouquinho.

Vamos às fotos. Acabou que não tirei muitas fotos do prédio em si, e as que tirei não ficaram boas. Como sempre, as fotos são mais que nada das caras e bocas da Had. 🙂

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Uma boa vegetariana tirando foto na frente do churrasco sendo assado. Repare na técnica giratória!

Depois de passear um pouco, decidimos almoçar por lá. Há vários restaurantes, e logo encontramos um que servia lanches, inclusive lanches vegetarianos. Nem precisa dizer que adoramos, né? A Had estava numa fase de não curtir comer sanduíches (sabe-se lá por quê. Particularidades de crianças de dois anos.), mas até que deu umas mordidas. E devorou as batatinhas caseiras. Eu amei, tudo estava muito bom!

Brincamos um pouco mais depois do almoço, e decidimos voltar para casa. Mais tarde, fomos novamente no parquinho perto da casa da Abuela, porque é necessário colocar pequeno hamster criancinha para gastar energia.

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No dia seguinte, tivemos uma grata surpresa. As duas irmãs da Abuela, tia Nené e tia Maria, apareceram para nos ver. Elas moram em cidades diferentes, e tiraram um tempinho para ir até Montevideo para que pudéssemos nos encontrar. Foi uma delícia revê-las!

A Had não as conhecia, mas logo estava toda feliz no colo da tia Maria desenhando.

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E todas juntas (mas só eu e a Had olhando para a câmera.

Mais tarde, parquinho de novo para gastar umas energias. Ufa!

 

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Sim, ela estava ME girando.

Até o próximo capítulo!

 

Pausa para respirar

[Leia com voz de locutor]

Atenção! Interrompemos nossa programação normal para ouvir algo maravilhoso.

Esta peça foi a última que apresentei em ballet, alguns (muitos) anos atrás. Nem direi quantos.

Esta semana estava mexendo em uns vídeos familiares antigos e achei a filmagem do dia que apresentamos, e desde então, o “Concerto em Varsóvia” ficou grudado na minha cabeça. Que música maravilhosa. Que momentos. E esta interpretação é lindíssima!

Espero que gostem e aproveitem tanto quanto eu.

No próximo post voltamos à programação normal sobre a viagem ao Uruguay.

Uruguay Post 4: Centro de Montevideo e feira de Tristán Narvaja

 

Seguindo com os posts da viagem, já que estou fazendo posts relativamente pequenos para que não fique cansativo. Se você não viu as outras partes, veja aqui as Parte 1, Parte 2 e Parte 3.

No dia seguinte, fomos com a Abuela até o centro de Montevideo, a “Ciudad Vieja”. Pegamos um ônibus e descemos na Plaza Independencia. Esta enorme praça no centro de Montevideo, onde acaba a Avenida 18 de Julio, contém o mausoleu de Artigas, o heroi nacional. Eu já o tinha visitado antes, mas queria voltar para mostrar para a Had, mesmo que ela não compreendesse do que se trata. E passear com a Abuela, claro!

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Plaza Independencia
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Na frente do mausoleu, com a estátua equestre.

O mausoleu tem iluminação baixa, somente nas paredes e destacando a urna no centro da sala. O ambiente é muito solene, e a urna é guardada por dois Blandengues, que vem a ser um corpo de soldados especial. Justamente estávamos lá quando houve a troca de guarda, que ocorre a cada uma hora.

 

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Had e um dos Blandengues

 

Paineis de vidro e relevos nas paredes trazem as datas mais importantes da vida de José Artigas.

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A urna

Ao redor da praça estão edifícios importantes, como o Palacio Salvo, o Museo de la Casa de Gobierno, o Teatro Solís e a Puerta de la Ciudadela.

A Puerta de la Ciudadela é o que sobrou da antiga muralha que rodeava a cidade forte, a cidadela. Por isso, a parte que está além dela é chamada “Ciudad Vieja” (Cidade Velha).

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Puerta de la Ciudadela, com Had e Abuela, com Plaza Independencia ao fundo.

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Andamos pela Ciudad Vieja onde tinha uma feirinha pela rua Sarandí, entrando brevemente no Museo Torres García (mas não quisemos entrar por causa da Had, que estava já meio inquieta), e descemos até a Plaza Constitución. Em frente a esta praça está o Museo del Cabildo. O Cabildo era usado como Casa de Governo na época colonial uruguaia, e hoje é um museu gratuito que conta a história da época.

O prédio em si é lindo de visitar, com suas janelas enormes, arcos e portas pesadas que exalam história. Entramos para visitar, mas a Had já estava inquieta, com fome, cansada, e não pudemos passear com calma. Acabamos desisitindo e voltando para almoçar e descansar.

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Cabildo

No final da tarde, Had e eu fomos visitar uma amiga minha, e à noite fomos todas à casa do tio Daniel e sua família para comer umas pizzas e conversar bastante!

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No dia seguinte era domingo, e eu queria muito visitar a feira de Tristán Narvaja. Esta é provavelmente a feira aberta mais tradicional do Uruguay, e acontece todos os domingos na rua Tristán Narvaja, a partir da Av. 18 de Julio, no centro. Nela se vendem desde plantas e animais pequenos (hamsters, coelhos, passarinhos), frutas e verduras, lembrancinhas, livros, roupas, antiguidades, enfim, de tudo um pouco. E é claro, aquilo que eu estava indo buscar: um mate!

Os balaios de venda de mates são muito vistosos e há mates para todos os gostos e bolsos: os tradicionais, os revestidos de couro, os com borda metálica, os que por dentro são de cerâmica, com ou sem pezinho… há até os de silicone, que me pareceram uma aberração antipatriótica (mas depois vi que minha amiga uruguaíssima trocou o mate tradicional por um moderninho de silicone. Até tu Brutus!). Fora a variedade de bombinhas, garrafas térmicas, e artefatos diversos para transportar seu mate.

Meu tio nos levou de carro, já que iríamos com a Abuela. Percorremos a feira toda e consegui comprar o mate e a bombinha que queria. A Abuela me deu de presente a garrafa para a água, e meu conjunto ficou completo!

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E por enquanto é isso! Continuamos no próximo post. Continuem nos acompanhando!

Viagem ao Uruguay – Post 3: Museo Blanes, parquinhos e passeio por monumentos.

Olá de novo! Continuamos com a nossa saga. Se você chegou agora, leia primeiro a Parte 1 e a Parte 2 da nossa viagem!

Bom, no dia seguinte e já mais descansadas, decidimos sair um pouco e tirar a abuela para passear. Começamos indo na Tienda Inglesa, um dos supermercados locais, porque eu estava louca para comprar umas coisinhas e ver as novidades em guloseimas uruguaias. Adoro!

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Depois de passear no mercado, andamos um pouquinho até o Museu Blanes, que fica dentro de uma mansão de 1870, rodeada por um grande jardim (“Jardín de los Artistas”).

Ali aproveitamos a sombrinha para fazer um piquenique e depois fomos percorrer o museu.

É claro que um museu de belas artes não é exatamente o passeio mais indicado para uma pessoinha de menos de três anos que ainda não tem aquela apreciação pela arte. Ela gostou, mas queria correr, fazer barulho, dançar, enfim, coisas que pessoinhas pequenas normais fazem. Mas enfim, visitamos as diversas salas e logo tratamos de procurar algo que divertisse a pequena.

Observação: Quando estivemos visitando o Museo Blanes, justamente minha pintura preferida não estava exposta. Parece que estava em restauração. Isto me deixou meio triste porque para mim é a melhor pintura de Juan Manuel Blanes, e que tem um significado muito grande pela cena que é retratada: o momento em que os 33 uruguaios desembarcaram na praia da Agraciada e iniciaram a “Cruzada Libertadora”, que levaria à Independência do Uruguay. Pois bem, esta praia da Agraciada fica no departamento onde nós morávamos, a pouco mais de uma hora de distância. É um marco histórico importante. Mas enfim, a pintura, que é gigante e ocupa uma parede inteira (5m x 3m), não estava lá e não pude admirá-la desta vez. Peninha.

(Veja o quadro e a história neste link).

Ah, faltou dizer que a entrada ao Museo Blanes é grátis.

Depois de ver as salas do museu passamos para o pátio interno, que tem algumas estátuas e enormes galerias abertas. Tivemos a impressão de que poderia estar melhor cuidado, com um gramadinho quem sabe. Mas enfim.

Do pátio interno, saímos para um jardim japonês que fica logo atrás do museu. O lugar é muito bonito e delicado, com lagos de carpas, pontes, uma cachoeira… transmite paz e delicadeza. Gostamos muito de conhecê-lo e tiramos várias fotos. A Had amou!

Depois de passear pelo jardim japonês, voltamos a sair para o parque da propriedade, dando toda a volta por trás do museu. Vimos grandes árvores, um ou outro tronco caído que tinham sido transformados em bancos, e finalmente, um parquinho. Sempre parquinho!

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Como nosso timing de viagem foi perfeito, de noite ainda pudemos participar do aniversário do filhinho de minha amiga. Sem ter planejado estar presentes!

No dia seguinte pegamos leve. Had e eu passeamos pelo bairro e encontramos outro ótimo parquinho bem cuidado.

Para evitar as horas mais quentes do sol, descansamos após o almoço e saímos só pelo final da tarde. Fomos andando por Bulevar Artigas (uma das artérias principais de Montevideo) até o ponto onde se encontra com outras avenidas importantes. Dica: o Bulevar vira em 90 graus e continua. Neste cruzamento, há um Monumento muito conhecido, em homenagem ao Presidente Luis Batlle Berres. O formato representa dois braços levantados (apesar de que as más línguas insistem em que são chifres).

Depois atravessamos a avenida e visitamos o “Parque de las Esculturas” (auto explicativo). A Had adorou posar e interagir com as esculturas, e também curtiu subir numa árvore e nos aparelhos de exercício. Muitas famílias e grupos de jovens estavam, no melhor estilo uruguaio, aproveitando o fim de tarde sentados em bancos e na grama mesmo, com o infalível mate.

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Finalmente, atravessamos novamente a Avenida para passear um pouquinho no Nuevocentro Shopping, que eu não conhecia, e voltamos para a casa da Abuela.

Continuamos no próximo!

Viagem ao Uruguay – Post 2: Chegada a Montevideo

Continuamos então com a nossa viagem. Se você não leu o primeiro post, leia primeiro! Está aqui.

Após um dia feliz mas exaustivo, embarcamos às dez da noite para o Uruguay. De primeira, a comissária de bordo (ainda se chama assim? Ou não? Se não, qual é o nome atual?) falando em espanhol nativo me deu o primeiro momento “caiu a ficha” de que estava voltando para lá e que por alguns dias o espanhol seria nossa língua. Nossos documentos já ficam em poder dela, que irá fazer nossa passagem de fronteira durante a madrugada, sem que tenhamos sequer que acordar.

Distribuição de lanchinho, filme e todo mundo se ajeitando para dormir. O ônibus ia lotado, então sem chance de nos espalharmos para o assento ao lado. Sempre vou com essa esperança! Rsrs… Mas Had dormiu logo espalhadona no meu colo, e acordou só no dia seguinte. Bênção!

Acordei quando estávamos fazendo fronteira, mas não dava para enxergar nada, e logo caí no sono de novo.

Quando estava clareando, o ônibus entrou em San Carlos, e pouco depois de amanhecer em Punta del Este para desembarcar pessoas. Had acordou curiosa, quis olhar onde estávamos. Fomos acompanhando o caminho junto ao mar. Nos serviram um lanchinho de bebida quente (café ou chá), biscoito salgado e um ALFAJOR, que foi a primeira palavra que ela aprendeu em espanhol, já nesse instante. Espertinha.

Pelas dez da manhã chegamos em Montevideo, onde minha abuela estava nos esperando. O encontro foi muito legal, pois eu não a via havia alguns anos, e a Had ainda não a conhecia.

E agora percebo que não tirei uma foto dessa hora. Mas também, muita gente na rodoviária, malas para carregar, Had para vigiar para não se perder de nós, eu precisava achar uma casa de câmbio, enfim, era muita coisa. Nem lembrei da foto.

Enfim.

Nesse dia fomos para a casa da abuela, ficamos só conversando, matando as saudades e descansando um pouco. No fim da tarde, quando o sol baixou, saímos para conhecer um parquinho das redondezas. Aliás, um dos muitos parquinhos que conhecemos nesta viagem, pois a Had está no pico da idade de curtir parquinhos e toda hora pedia para irmos passear em algum.

Falando nisso, Montevideo é uma cidade bastante amigável para os pequenos: em relação a parquinhos e lugares para eles frequentarem. Há pracinhas por todo canto, a maioria bem cuidada e revitalizada.

Continuo no próximo post contando sobre os passeios que fizemos.

Viagem ao Uruguay – Post 1: Porto Alegre e Gramado

*Nota: Post editado depois que descobri como posicionar corretamente as fotos. Agora sim!

Bom, conforme já tinha adiantado, vou fazer uma série de posts contando como foi nossa viagem ao Uruguay no início deste ano.

Programei a viagem para fazermos uma parte de avião (de Curitiba a Porto Alegre), e uma parte de ônibus (de Porto Alegre até Montevideo). O retorno ficou da mesma maneira. Por que isto? Bom, de avião ela já paga tarifa de criança, e a isso teríamos que acrescentar as taxas de embarque internacional que, principalmente no retorno saindo do Uruguay, são bem salgadas. De ônibus ela ainda não paga, e como o trecho de Porto Alegre até Montevideo é noturno, não fica cansativo. Ao mesmo tempo, fazer o trecho todo de ônibus não vale a pena, pelo tempo que consome, o cansaço e tédio da viagem para as crianças, e consequentemente para os pais. Procurando com certa antecedência, dá para achar tarifas aéreas domésticas bem convenientes, de maneira que o tempo de viagem compensa e muito.

Este arranjo também nos proporcionou outras oportunidades: conhecemos o aeromóvel de Porto Alegre, Had andou de metrô pela primeira vez, e principalmente: pudemos dar uma esticada e conhecemos Gramado!

Tudo que estava planejado saiu conforme o planejamento, e o que não estava planejado saiu muito bem.

Tudo bem, vamos aos detalhes.

Nosso voo era bem cedinho, então, mesmo morando perto do aeroporto, acordamos de madrugada. Meu pai estava passando uns dias na região, e nos levou até o aeroporto.

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“Que horas que sai esse avião mesmo?”

Ela que não se lembrava da última vez que tinhamos viajado de avião (era bebê), ficou a princípio entusiasmada com tantas novidades. Mas logo começou a sentir o soninho de ter acordado tão cedo e tirou um cochilo pelo restante da viagem. Com o avião vazio de uma terça qualquer de fevereiro de manhãzinha, o trecho foi tranquilo e silencioso.

Logo chegamos em Porto Alegre e procuramos o Aerotrem, que eu estava ansiosa para ver, para podermos conectar ao metrô. Gostei muito desse sistema! Simples e eficiente. Precisam implantar em outras cidades também! Para quem não conhece este transporte que faz o transporte entre o aeroporto e a estação do metrô, o site está aqui.

Enfim, de metrô fomos até a rodoviária, tomamos um lanche, deixei as malas em um locker para poder andar mais leve, e fomos procurar passagem para ir a Gramado. Já que teríamos o dia inteiro em PoA até a hora do embarque, havia duas opções: a primeira era passear por Porto Alegre, sendo que a Had iria cansar e provavelmente ficar irritada por ter acordado cedo e não teríamos um lugar para tirar uma soneca à tarde como ela estava acostumada. A segunda opção era pegar um ônibus até Gramado (trajeto de umas duas horas), já que estávamos ali mesmo na rodoviária. Isso significaria que ela teria uma ida e uma volta para tirar uma soneca confortável, e iríamos conhecer uma cidade lindíssima. O risco era de que ela não dormisse e acabasse ficando chata entediada no ônibus. Achei que o risco era menor e optei por Gramado.

Ela realmente dormiu e fizemos o trecho tranquilamente, tanto na ida quanto na volta.

Chegamos em Gramado já perto da hora do almoço e ficamos encantadas com a cidade, tão linda, florida, parecendo feita de casinhas de boneca. Como estávamos a pé, não tínhamos muitas horas, e eu não queria ficar me complicando com transporte, optei por percorrermos o centrinho e a parte bem turística mesmo.

Descemos a rua principal, brincando entre as praças de flores, as casas e lojinhas enfeitadas, olhando tudo, eu um pouco em pânico porque a Had, como toda criança pequena, está apenas aprendendo que se olha com os olhos e não com os dedos. Faz parte!

Já chegamos perto da hora do almoço, então tratei logo de ir buscando um lugar para que pudéssemos almoçar. Vou dizer que não foi muito fácil encontrar um restaurante que servisse pratos que atendessem a nossa dieta vegetariana, que agradasse o paladar infantil (ou seja: nada muito sofisticado) e que fosse de preço acessível. Mas acabamos encontrando um restaurante na rua coberta, onde minha guerreirinha se deliciou com um prato de simples arroz-com-feijão e eu comi um sanduíche vegetariano tão gigantesco que tinha que comer com garfo e faca, e por mais que estivesse com bastante fome não o pude terminar!

Já alimentadas, tivemos mais calma para continuar conhecendo a cidade. Entramos em cada loja de chocolate que vimos, e em cada uma delas aceitamos uma amostrinha oferecida. Assim, provamos todas as variações possíveis de chocolates de Gramado, que aliás, são mais saborosos quando se comem lá mesmo, em Gramado! E claro, compramos alguns para levar também.

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Aí então, o dia típico de verão que já estava bem nublado e pesado não aguentou o tranco e caiu uma bela chuva. Que bom que tinha bastantes lojinhas interessantes, de souvenirs, chocolates, tudo muito fotogênico. Entramos em uma loja de pedras e admiramos as coisas lindas que tinha por lá, aí a vendedora ofereceu para a Had um pacotinho com pedrinhas bem pequeninas, uma de cada cor. É claro que ela ficou super feliz com o presente.

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Quando a chuva parou já se aproximava do fim da tarde, e fomos voltando para a rodoviária. Ainda estava cedo para nosso ônibus de volta, mas não quis arriscar ficar muito longe e depois ter que enfrentar outra chuva. Foi ótimo, porque passando pela rodoviária, uma quadra mais adiante encontramos o letreiro de “Eu amo Gramado” e aproveitamos para mais algumas fotos.

Aí então pegamos nosso ônibus para voltar para PoA, ela fez mais uma soneca e eu aproveitei a tranquilidade para terminar meu livro.

Chegamos na rodoviária, jantamos por lá mesmo, pegamos nossas malas nos lockers e fomos nos preparar para a segunda parte da nossa “travessia”. A primeira viagem internacional da Had!

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Grandalhão

E o resto… continuamos no próximo post!

Série de posts: Viagem ao Uruguay

Em fevereiro, eu e Had fizemos uma linda viagem a Montevideo (Uruguay). Estivemos principalmente matando as saudades da família e amigos de lá, mas também passeando um pouquinho pela cidade.

Nos próximos posts irei contar o que fizemos e mostrar fotos, mas por enquanto fica esse vídeo com alguns “melhores momentos”, só para dar um gostinho.